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terça-feira, outubro 21, 2008

quinta-feira, setembro 11, 2008

sábado, julho 12, 2008

doutorado meidisquina



"a cultura a serviço do progresso social" *
 

>>imagem: intervenção digital em fotografia capturada da internet
* texto extraído da 4ª capa do livro Seguei Eisenstein - Reflexões de um cineasta – Zahar editores

segunda-feira, janeiro 28, 2008

gargalhadas infantis

três ou quatro anos. no quintal, uma estrada desenhada c/ a palma da mão e uma dezena de carrinhos enfileirados. é quase fim de tarde e rola uma brisa. um vento. uma ventania. insetos não identificados, c/ a bunda maior q o corpo, voam desesperadamente. as pessoas correm pela rua. gritos. casas destelham...

— protejam-se!

o vento na pele, os cabelos esvoaçantes, o corpo girando de braços abertos, a respiração tranqüila. estou quase levitando.

minha mais remota sensação de liberdade.

:)

segunda-feira, novembro 05, 2007

vida



Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas... é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida..."

Sobrem Kiekegaard

>>imagem: desenho de observação (aguada de nanquim sobre papel canson)

sexta-feira, julho 13, 2007

brasileiro, sincretismo na veia



SINCRÉTICO, adj. Relativo ao sincretismo; eclético; misto; (Gra.) diz-se da forma vocabular que apresenta sincretismo.

SINCRETISMO, s.m. Sistema filosófico, que combinava os princípios de diversos sistemas; ecletismo; amálgama de concepções heterogêneas; (Gram.) é o fenômeno gramatical que permite a uma mesma forma exercer várias funções que, normalmente, cabem a outras; é a acumulação de funções numa mesma forma vocabular; assim, o mais-que-perfeito do indicativo, que pode servir de imperfeito do subjuntivo e de futuro do pretérito: "Eu perdera (perderia) chorando essas coroas/ Se eu morresse amanhã." (Álvares de Azevedo).

SINCRETISTA, adj. Sincrético; s. 2 gên. pessoa partidária do sincretismo.
[Dicionário Escolar da Língua Portuguesa • Francisco da Silveira Bueno
11ª edição/3ª tiragem • FENAME/MEC/FNME - 1980]

__________
SINCRETISMO, (Filos.) sistema que combinava as opiniões e os princípios de diversas escolas; ecletismo; amálgama de concepções diferentes; (Psic.) fenômeno psicológico que caracteriza uma fase do desenvolvimento da criança durante a qual ela percepciona os objectos no seu conjunto, sem os individualizar, só conseguindo distinguir os elementos do todo num período mais avançado do seu desenvolvimento mental.
[ http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx ]

>>imagem: pintura acrílica sobre tecido

sexta-feira, março 30, 2007

Os rios de um dia

Os rios, de tudo o que existe vivo,
vivem a vida mais definida e clara;
para os rios, viver vale se definir
e definir viver com a língua da água.
O rio corre; e assim viver para o rio
vale não só ser corrido pelo tempo:
o rio corre; e depois que com sua água,
viver vale suicidar-se todo o tempo.

Por isso, que ele define com clareza,
o rio aceita e professa, friamente,
e se procuram lhe atar a hemorragia,
ou a vida suicídio, o rio se defende.
O que um rio do Sertão, rio interino,
prova com sua água, curta nas medidas:
ao se correr torrencial, de uma vez,
sobre leitos de hotel, de um só dia;
ao se correr torrencial, de uma vez,
sem alongar seu morrer, pouco a pouco,
sem alongá-lo, em suicídio permanente
ou no que todos, os rios duradouros;
esses rios do Sertão falam tão claro
que induz ao suicídio a pressa deles:
para fugir na morte da vida em poças
que pega quem devagar por tanta sede.

João Cabral

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

ciclo

não me incomoda o fim
sim, a saudade

momento

experiência
aprendizado
etapa
emoção
compartilhamento
divisão
tesão
perfume
paladar
toque

vida

>>imagem: ilustração a grafite finalizada digitalmente

quarta-feira, janeiro 03, 2007

f e l i z 2 0 0 7


liberdade admirável felina
sonhos não registrados pela memória
imagem constante estímulo
aspirado perfume reconhecido

>>imagem: pintura acrílica sobre tecido

terça-feira, dezembro 19, 2006

poder








o q pode quem pode?
quem pode poder o q?
qual poder pode quem?

>>imagem: colagem digital

segunda-feira, novembro 20, 2006


preto
branco

local

mestiço
brasileiro
multiétnico

no chão

da terra
na senzala

de casa


>>imagem: ilustração a grafite finalizada digitalmente

quarta-feira, outubro 25, 2006

mergulho profundo

me apropriando de uma canção de jorge ben, quando questionado a respeito da minha naturalidade, agrada-me dizer q "a cegonha me deixou em madureira", porém, eu não fiquei muito tempo por lá. desde bem novinho já iniciei minhas aventuras por universos distintos acompanhando as mudanças da família. meu pai, sempre levado pelas circunstâncias financeiras, eventualmente mudava de bairro ou de cidade em busca de novas oportunidades de trabalho, e, conseqüentemente, lá íamos nós – minha mãe, minha irmã, q a essa altura já compunha a família, e eu – nos relacionando c/ a diversidade cultural do estado do rio.

foram cinco escolas até a conclusão do 1º grau. a conclusão do 2º grau foi mais tranqüila, pois cursei em uma só escola, entretanto, em uma outra localidade – praticamente outra cidade –.

iniciada a vida adulta a odisséia continuava, agora, por minhas próprias necessidades.

o germinar de uma flor, aos dezenove anos – confesso q foi foda encarar a realidade –, foi o start para uma série de acontecimentos paralelos: o inicio oficial no universo profissional (mercado financeiro e relacionamento c/ público diversificado – banco mercantil do brasil - fev.90/ago.99); a descoberta das artes gráficas e o desenho gráfico em curso técnico profissionalizante (senai - nov.90/jul.93); o início do amadurecimento do olhar sob a ótica da comunicação visual; a graduação em design gráfico (politécnico unesa - out.98/jan.01); a intensificação da percepção do mundo antropologicosocialcontemporaneo; o novo universo profissional (nasajon, petrobras, backstage, senai); as mudanças de residências por bairros e/ou cidades distintas q ainda se fazem reais.

apenas um universo particular – q se traduz no comportamento, nas opiniões, no trabalho, na percepção das realidades confrontantes... – cujos conflitos, anseios, cicatrizes, incômodos, sonhos e questionamentos alimentam, a muito, a pergunta q não quer calar: o q será q vai acontecer agora?

>>imagem: ilustração a grafite

quarta-feira, outubro 11, 2006