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terça-feira, outubro 30, 2012

terça-feira, outubro 02, 2012

propaganda eleitoral gratuita


Corrupção deixa rastro
» cartaz publicitário - defesa conceitual

A corrupção é a ferrugem que corrói os órgãos públicos/sociais, através da contaminação de seus integrantes, pela possibilidade rápida de ascender (“dar um up” – estrangeirismo comumente usado na língua portuguesa sob forma de gíria) na condição financeira e/ou de poder do corrupto/corrompido em potencial. O cartaz propõe, a partir dessa oferta de up feita pelos agentes da corrupção, que os indivíduos vão sendo aos poucos contaminados e degradados pela ação da ferrugem. Consequentemente um rastro de acordos e verbas ilícitas vai sendo impresso em um ambiente extremamente perigoso e, muitas vezes, manchado de sangue.

A palavra corrupção é grafada na fonte stencil (com intervenções), por sua neutralidade de utilização: o alongamento vertical intenciona um sentimento de superioridade; a palavra UP, destacada na cor ferrugem, representam os agentes da corrupção plenos em suas atividades; as demais letras representam os demais envolvidos – já contaminados e em fase de degradação. As pegadas, verdes por associação ao dinheiro, simbolizam o rastro dos acordos ilícitos. O fundo vermelho, sujo pelas pegadas maiores, simbolizam o ambiente perigoso e, possivelmente, manchado de sangue.

O cartaz propõe também que, havendo um mínimo de bom senso, não seja a corrupção o caminho escolhido para se dar um UP na carreira, condição financeira ou, menos ainda, exercício indiscriminado do poder.

quarta-feira, maio 02, 2012

sexta-feira, abril 13, 2012

mesmo

não me agrada
muito menos mesmo
a mim
violentar

não me agrada
mesmo muito menos
contigo a barra
forçar

não me agrada
menos mesmo muito
conosco o tempo
acabar_

segunda-feira, março 05, 2012

migalhas

participo não de disputas
faço não questão de certezas
não choro nem discuto migalhas
"mentiras sinceras me interessam"
"o nosso amor a gente inventa"

quinta-feira, março 01, 2012

a arte e a obra

possui-me a arte 
a obra é você
me faz companhia a arte 
a obra sou eu
na obra de arte 
estamos você e eu

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

quarta-feira, dezembro 07, 2011

amor sensorial

o perfume pertence ao corpo
o toque tem a pele
o beijo possui a boca
pequenos grandes lábios
o momento domina o pensamento
por quanto tempo?

quinta-feira, setembro 01, 2011

Pegando o bonde andando
















>> fotografia garimpada na rede



Nem transporte de massa, nem turístico. Apenas um transporte coletivo – de contexto histórico – onde o seu funcionamento, assim como em qualquer meio de transporte, precisa ser de acordo com as Normas de Segurança. Aliás, nesse país (e em tantos outros), normas de segurança é algo que ainda não se tem o costume (ou a cultura) de se dar a devida atenção! Haja visto os nossos trens, ônibus, barcas, vans – e até motocicletas –, que circulam superlotados país afora, anunciando os terríveis acidentes que, consequentemente, não tardam a acontecer. Isso sem falar das quedas de aviões, dos desabamentos de prédios, das explosões de bueiros, dos vazamentos de petróleo e químicos...

Apesar do nosso jeitinho carioca (e até brasileiro), do qual nos orgulhamos tanto, o que precisamos é aprender a estar atentos, pois acidentes acontecem todo o tempo. Como me disse uma vez um Técnico de Segurança do Trabalho, "(...) os acidentes estão prestes a acontecer. Basta um descuido." A cultura do jeitinho não pode ser aliada da imprudência.

O bondinho de Santa Teresa faz parte da rotina do bairro, do dia a dia dos moradores, do clima bucólico. Compõe o diferencial arquitetônico e artístico que atrai os visitantes para degustar a geografia, a paisagem, os restaurantes, o cinema, os espaços públicos. Promove a economia da cidade. É Rio de Janeiro na veia!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

e c o lógica

















» Imagempintura digitalizada
arte original: base suvinil pigmentada c/ corante xadrez sobre papel canson
ano: 1992

quarta-feira, setembro 29, 2010

demanda

dindin di grátis for all!
imagem >> intervenção (colagem) em fotografia digital

terça-feira, setembro 28, 2010

Solilóquio de um visionário

Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!

A digestão desse manjar funéreo
Tornado sangue transformou-me o instinto
De humanas impressões visuais que eu sinto,
Nas divinas visões do íncola etéreo!

Vestido de hidrogênio incandescente,
Vaguei um século, improficuamente,
Pelas monotonias siderais...

Subi talvez às máximas alturas,
Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
É necessário que inda eu suba mais! 

Augusto dos Anjos

segunda-feira, agosto 23, 2010

quarta-feira, junho 23, 2010

segunda-feira, maio 17, 2010

transas

pq a vida é um eterno entra e sai
imagem >> composição mista: colagem + intervenção digital

quarta-feira, março 17, 2010

sexta-feira, janeiro 15, 2010

abstração















>>imagem: intervenção digital em fotografia
* registro fotográfico por Ricardo Beliel

quinta-feira, novembro 19, 2009

constelação



nem sempre penso o q falo
nem sempre falo o q penso

nem sempre penso no meu falo

nem sempre expresso o q sinto
nem sempre sinto o q expresso

nem sempre acredito no q penso
nem sempre penso no q acredito

nem sempre acho q sei
nem sempre sei q... acho

nem sempre me acho

nem sempre acho o q sou
sem sempre sou o q acho

nem sempre sou quem acho
nem sempre acho quem sou

nem sempre sei o q rola

nem sempre xota

nem sempre agora
nem sempre

>>imagem: exposição de objeto sobre papel fotográfico

quarta-feira, agosto 12, 2009

unidade



órgão
s. m.
1. Cada uma das partes que exerce uma função nos corpos organizados.
2. Cada parte que, num maquinismo, exerce função especial.
3. Por ext. Instrumento, meio, agente.
4. Instrumento músico de teclado e sopro.
5. Sifão para transvasar vinhos.
6. Cilindro (no tear) em que se enrola o que se vai tecendo.
7. Periódico ou jornal oficioso de um partido.
http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=órgão

>>imagem: pintura acrílica sobre tecido

quinta-feira, junho 25, 2009

leisure options



I have a bicycle. I like to pedal when i'm tired because of the work and when want to apreciate the nature. The bicycle provides and intensifies a feeling of freedom that it's very good.

I like the sea too. The wind blowing the body, the sound of the waves and the smell of the sea cause an inexplicable sensation.

Swimming is a pleasure too, but now i'm afraid when it is a rough sea. I prefer swimming in a calm sea.

For all things, go to the sea by bicycle is a frequent leisure option.
___
my first one text in english (after teatcher correction, of course ;)

>>imagem: fotografia digital

sexta-feira, junho 05, 2009

espreme q dá caldo


... para não correr o risco de deixar alguém de fora e causar constrangimentos por um sentimento de exclusão, melhor não citar nomes ao falar em CPI, um assunto tão recorrente na contemporaneidade do país. limito-me, então, à sugestão de uma pauta: q tal, "senhores(as)", criarmos a CPI DO RABO PRESO?

>>imagem: composição (caneta esferográfica sobre papel reciclado)

quarta-feira, abril 15, 2009

banhistas

(...) o que mais nos maravilhava nessas brasileiras era o fato de que, não obstante não pintarem o corpo como os homens, nunca pudemos conseguir que se vestissem. Os homens ainda se vestiam por vezes, mas elas não queriam nada sobre o corpo e creio que não mudaram de idéia (...)
Jean de Lévy, em 1557
___

http://veja.abril.com.br/vejarj/160102/capa.html

>>imagem: fotografia digital

quinta-feira, janeiro 15, 2009

cosmopolitismo








agir urge marginal ao sonho

>>imagem: composição digital inspirada em América Invertida, de Joaquín Torres García.

sexta-feira, novembro 14, 2008

notícia




diante do caos, salve a vida q se renova e, seja na ciência ou na arte, a inteligência

>>imagem: detalhe de jornal finalizado digitalmente
(
O Globo)

quarta-feira, novembro 12, 2008

quinta-feira, novembro 06, 2008

a/c



o designer é um artesão q aprendeu uma escola

... a necessidade de imprimir/reproduzir o texto criou a arte gráfica, q por sua vez, é uma função objetiva da litografia, ou seja, uma técnica de expressão artística q se enquadra nas artes plásticas. a arte gráfica nasce das artes plásticas nesse momento. entendo q a arte gráfica é o ato de imprimir, seja em qual mídia/suporte, comunicação, subjetiva ou objetiva. o q tb pode gerar outra discussão, pois, nas cavernas, os peludões pintavam/imprimiam/expressavam sob a necessidade original de comunicar. ou melhor, se entender.

imagina, ainda hj ninguém se entende...

>>imagem: composição digital

terça-feira, outubro 21, 2008

quinta-feira, setembro 11, 2008

sábado, julho 12, 2008

doutorado meidisquina



"a cultura a serviço do progresso social" *
 

>>imagem: intervenção digital em fotografia capturada da internet
* texto extraído da 4ª capa do livro Seguei Eisenstein - Reflexões de um cineasta – Zahar editores

segunda-feira, janeiro 28, 2008

gargalhadas infantis

três ou quatro anos. no quintal, uma estrada desenhada c/ a palma da mão e uma dezena de carrinhos enfileirados. é quase fim de tarde e rola uma brisa. um vento. uma ventania. insetos não identificados, c/ a bunda maior q o corpo, voam desesperadamente. as pessoas correm pela rua. gritos. casas destelham...

— protejam-se!

o vento na pele, os cabelos esvoaçantes, o corpo girando de braços abertos, a respiração tranqüila. estou quase levitando.

minha mais remota sensação de liberdade.

:)

segunda-feira, novembro 05, 2007

vida



Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas... é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida..."

Sobrem Kiekegaard

>>imagem: desenho de observação (aguada de nanquim sobre papel canson)

sexta-feira, julho 13, 2007

brasileiro, sincretismo na veia



SINCRÉTICO, adj. Relativo ao sincretismo; eclético; misto; (Gra.) diz-se da forma vocabular que apresenta sincretismo.

SINCRETISMO, s.m. Sistema filosófico, que combinava os princípios de diversos sistemas; ecletismo; amálgama de concepções heterogêneas; (Gram.) é o fenômeno gramatical que permite a uma mesma forma exercer várias funções que, normalmente, cabem a outras; é a acumulação de funções numa mesma forma vocabular; assim, o mais-que-perfeito do indicativo, que pode servir de imperfeito do subjuntivo e de futuro do pretérito: "Eu perdera (perderia) chorando essas coroas/ Se eu morresse amanhã." (Álvares de Azevedo).

SINCRETISTA, adj. Sincrético; s. 2 gên. pessoa partidária do sincretismo.
[Dicionário Escolar da Língua Portuguesa • Francisco da Silveira Bueno
11ª edição/3ª tiragem • FENAME/MEC/FNME - 1980]

__________
SINCRETISMO, (Filos.) sistema que combinava as opiniões e os princípios de diversas escolas; ecletismo; amálgama de concepções diferentes; (Psic.) fenômeno psicológico que caracteriza uma fase do desenvolvimento da criança durante a qual ela percepciona os objectos no seu conjunto, sem os individualizar, só conseguindo distinguir os elementos do todo num período mais avançado do seu desenvolvimento mental.
[ http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx ]

>>imagem: pintura acrílica sobre tecido

sexta-feira, março 30, 2007

Os rios de um dia

Os rios, de tudo o que existe vivo,
vivem a vida mais definida e clara;
para os rios, viver vale se definir
e definir viver com a língua da água.
O rio corre; e assim viver para o rio
vale não só ser corrido pelo tempo:
o rio corre; e depois que com sua água,
viver vale suicidar-se todo o tempo.

Por isso, que ele define com clareza,
o rio aceita e professa, friamente,
e se procuram lhe atar a hemorragia,
ou a vida suicídio, o rio se defende.
O que um rio do Sertão, rio interino,
prova com sua água, curta nas medidas:
ao se correr torrencial, de uma vez,
sobre leitos de hotel, de um só dia;
ao se correr torrencial, de uma vez,
sem alongar seu morrer, pouco a pouco,
sem alongá-lo, em suicídio permanente
ou no que todos, os rios duradouros;
esses rios do Sertão falam tão claro
que induz ao suicídio a pressa deles:
para fugir na morte da vida em poças
que pega quem devagar por tanta sede.

João Cabral

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

ciclo

não me incomoda o fim
sim, a saudade

momento

experiência
aprendizado
etapa
emoção
compartilhamento
divisão
tesão
perfume
paladar
toque

vida

>>imagem: ilustração a grafite finalizada digitalmente

quarta-feira, janeiro 03, 2007

f e l i z 2 0 0 7


liberdade admirável felina
sonhos não registrados pela memória
imagem constante estímulo
aspirado perfume reconhecido

>>imagem: pintura acrílica sobre tecido

terça-feira, dezembro 19, 2006

poder








o q pode quem pode?
quem pode poder o q?
qual poder pode quem?

>>imagem: colagem digital

segunda-feira, novembro 20, 2006


preto
branco

local

mestiço
brasileiro
multiétnico

no chão

da terra
na senzala

de casa


>>imagem: ilustração a grafite finalizada digitalmente

quarta-feira, outubro 25, 2006

mergulho profundo

me apropriando de uma canção de jorge ben, quando questionado a respeito da minha naturalidade, agrada-me dizer q "a cegonha me deixou em madureira", porém, eu não fiquei muito tempo por lá. desde bem novinho já iniciei minhas aventuras por universos distintos acompanhando as mudanças da família. meu pai, sempre levado pelas circunstâncias financeiras, eventualmente mudava de bairro ou de cidade em busca de novas oportunidades de trabalho, e, conseqüentemente, lá íamos nós – minha mãe, minha irmã, q a essa altura já compunha a família, e eu – nos relacionando c/ a diversidade cultural do estado do rio.

foram cinco escolas até a conclusão do 1º grau. a conclusão do 2º grau foi mais tranqüila, pois cursei em uma só escola, entretanto, em uma outra localidade – praticamente outra cidade –.

iniciada a vida adulta a odisséia continuava, agora, por minhas próprias necessidades.

o germinar de uma flor, aos dezenove anos – confesso q foi foda encarar a realidade –, foi o start para uma série de acontecimentos paralelos: o inicio oficial no universo profissional (mercado financeiro e relacionamento c/ público diversificado – banco mercantil do brasil - fev.90/ago.99); a descoberta das artes gráficas e o desenho gráfico em curso técnico profissionalizante (senai - nov.90/jul.93); o início do amadurecimento do olhar sob a ótica da comunicação visual; a graduação em design gráfico (politécnico unesa - out.98/jan.01); a intensificação da percepção do mundo antropologicosocialcontemporaneo; o novo universo profissional (nasajon, petrobras, backstage, senai); as mudanças de residências por bairros e/ou cidades distintas q ainda se fazem reais.

apenas um universo particular – q se traduz no comportamento, nas opiniões, no trabalho, na percepção das realidades confrontantes... – cujos conflitos, anseios, cicatrizes, incômodos, sonhos e questionamentos alimentam, a muito, a pergunta q não quer calar: o q será q vai acontecer agora?

>>imagem: ilustração a grafite

quarta-feira, outubro 11, 2006

sábado, setembro 16, 2006

obrigado


obrigado
digo
não

obedeço
não
obrigado

não
obrigado
enquanto

de nada

>>imagem: intervenção digital em fotografia capturada de original impresso

terça-feira, agosto 22, 2006

palavras







Pra quem não sabe ler, as letras não formam palavras_

>>imagem: composição digital

segunda-feira, julho 03, 2006

... e a vida segue.


quando durmo, vivo;
enquanto acordado, sonho.


>>imagem: ilustração (giz de cera) e fotografia finalizados digitalmente